Saturday, August 11, 2012


Os flashs de lembranças da noite passada me atormentam, o sabor da expectativa misturado com vodka e cocaína, me odeio a cada segundo e sinto vergonha do mundo, o meu único desejo é sumir. Meu estômago se revira, depois de quatro horas na nóia do pó veio a ressaca do álcool, as palavras das prostitutas se intercalam com meu choro desesperado e desnecessário. A roupa cuidadosamente escolhida, agora amassada no chão, com cheiro forte de perfume, umas cinco esguichadas. No peito o coração metralha, a diazepam ainda não fez efeito.
            Vergonha, tantas mensagens, tanto preparo, tanta expectativa pra nada. Não quero sair do quarto. Essa bile amarela da cor do meu sorriso, fragmentos das canções do Neil Diamond e o meu tio louco cantando sertanejo no karaoke. Tanta coisa numa só noite, o quarto gira e a imagem dela passeando com o cachorro de repente surge na minha cabeça.
            Eram sete e meia quando comecei a me arrumar, tomei banho, escovei os dentes duas vezes, sequei o cabelo e o desodorante no ventilador, experimentei diferentes roupas na frente do espelho tentando me sentir bonito, chiclete de menta forte, que aliás me dá ânsia de vômito até agora. Uma das prostitutas me fazia ler essas mensagens de auto-ajuda e comentava as frases bêbada, a garganta seca no ápice do efeito da cocaína enquanto ela bicava uma pinga amarela na garrafa de coca-cola.         O jeito destrambelhado dela e o óculos de fundo de garrafa, fumávamos um todos os dias juntos.
Aquele perfume doce e estranho que eu não gosto e as meias calças sempre rasgadas. Enquanto eu cheirava no banheiro do psiquiatra eu ouvia os gritos dos loucos e suava frio, o efeito da cocaína durava cada vez menos. Aqueles pés brancos leitosos e a sapatilha azul, os soutiens jogados na cadeira do quarto e o cheiro de maconha impregnado.
            Tomei mais uma diazepam, o escroto do meu irmão ligou o som, uma dessas músicas sertanejas idiotas da moda. As prostitutas sempre ganhavam na caxeta. Os olhos dela pequenos de chapada e a franja alisada na testa. Nunca tinha tomado diazepam antes, meus reflexos estão devagar. Noite maldita. Desliguei meu celular, vou sumir por uns dias, tenho que aprender a conviver comigo mesmo, me suportar. O vestido mostrando o ombro, a estrela e a alça do soutien, enquanto o cachorro enlouquecido a puxava. Na hora de ir embora me despedi da prostituta  e agradeci pelos conselhos e pela atenção, lhe dei um abraço apertado. Ela pálida, branca e linda, de costas trocando a blusa com aquela tatuagem vermelha se destacando, nunca consegui identificar exatamente o que está desenhado. Ela conversava com todos e abraçava todos, menos eu, fiquei de canto todo o tempo, ora desabafando por mensagens, ora chorando, ridículo. No olhar dela havia dó e desprezo. As mãos bonitas com as unhas roídas fazendo o baseado mal bolado. Mais uma vez o cara da favela me chamou a atenção por causa do farol ligado, o pó de lá é o melhor. Amanhã vou pra fazenda de um tio-avô, sem celular, sem internet e sem ela ou qualquer outro da noite passada.
            Ela dançando bêbada e feliz, esbarrando a bunda em todo mundo. Aquela banda de reggae e meia dúzia de idiotas que eu teria prazer em socar. Os pontinhos vermelhos de casquinhas de espinha e os dentes nervosos de anfetamina.
            O desgraçado do meu irmão com a merda do som de novo. Estou tremendo, nariz entupido e lábios secos. Primeiro bocejo. Sinto que vou desmaiar a qualquer momento, muita tontura. Cada assoada de nariz é uma mancha vermelha na toalha branca. Não consigo me mexer direito, tomara que eu durma até amanhã. Tô grogue.

Sunday, June 19, 2011

http://www.youtube.com/watch?v=tgNukjLuwMQ

Só.

Thursday, April 07, 2011

"Paulo, você faz coisas demais por causa de mulher, você acaba com a sua vida por causa de mulher!"

Friday, March 04, 2011


renanaraujo2002@yahoo.com.br diz (21:03):
*vai mulher maravilha, vai vai de superman.
*vai mulher maravilha, vai vai de superman.
*vai mulher maravilha, vai vai de superman.

Wednesday, February 16, 2011

Como é que pode, a gente ser menino
Ter sua coragem, traçar seu destino
Sem pular o muro, trepar no coqueiro
Ir no quarto escuro, mãe
Me mete medo, mãe
Me mete medo, mãe
Me mete medo
O bicho te pega, boi da cara preta
Deus te castiga, medo de careta
Boi da cara preta, mãe
Me mete medo, mãe
Me mete medo, mãe
Me mete medo

Mas atravesse o escuro sem medo
Atravesse o escuro sem medo
Atravesse o escuro sem medo
De repente a gente começa a crescer
Quer uma mulher que não pode ser
O pai quer matar, a mãe quer morrer
Não dá pra ganhar, não dá pra perder
Não dá
A mulher se joga do alto do edificio
Porque o mais fácil fica o mais dificil
Fica o mais dificil
Mas atravesse a vida sem medo
Atravesse a vida sem medo
Atravesse a vida sem medo

O perigo existe, faz parte do jogo
Mas não fique triste, que viver é fogo
Veja se resiste, comece de novo
Comece de novo, comece de novo
Ao cruzar a rua você está arriscando
Pode estar na lua, pode estar amando
Passa um caminhão, cruza uma perua
O cara tá na dele, você tá na sua
Você tá na sua, você tá na sua
Mas atravesse a rua sem medo
Atravesse a rua sem medo
Atravesse a rua sem medo

Chega um belo dia de qualquer semana
Alguém bate na porta, é um telegrama
Ela está chamando, é um telegrama
Ela está chamando, pra uns ela vem cedo
Pra outros vem tarde
É que cedo ou tarde, ela vem de repente
Chega pro covarde, chega pro valente
Só tem que ninguém gosta de ir na frente
Gosta de ir na frente
Gosta de ir na frente
Gosta de ir na frente
Mas atravesse a morte sem medo
Atravesse a morte sem medo
Atravesse a morte sem medo

Wednesday, January 26, 2011

Paulo. diz (12:55):
*Finalmente, chama atenção também entre os usuários de esteróides, várias complicações psiquiátricas, como o abuso de outras drogas ilícitas, transtornos do humor e comportamento agressivo com violência doméstica, além de crimes contra o patrimônio público.
renanaraujo2002@yahoo.com.br diz (12:56):
*nossa. vc tá tomando isso desde quando?
*rá!
Paulo. diz (12:56):
*rs...
*demorei um pouco pra entender....rs...
*vou colocar isso no blog...
*rs...

Thursday, December 02, 2010


Uma, duas, três fluoxetinas
quatro, cinco, seis fluoxetinas
sete, oito, nove fluoxetinas
dez fluoxetinas felizes.

Sunday, November 28, 2010



Friday, November 19, 2010


Redescobrindo que o ódio pode ser um sentimento bom.

Friday, November 12, 2010

Vontade de chorar.

Desgraça!

Thursday, July 01, 2010


Sério, eu?

Thursday, December 31, 2009

Paulo diz (00:02):
É...
Sempre tenho vontade de chorar nessa hora.
renanaraujo diz (00:02):
é
renanaraujo diz (00:03):
lembro de um vídeo de um artista. tem um músico em cima do prédio que fica tocando para o nada. [bem na virada do ano]. é um país em guerra. ora são fogos. ora tiros. piegas, mas bonito.
Começando o ano com ódio.


Nem fazer um post decente eu não consigo.

Tuesday, December 29, 2009

E eu ainda continuo insistindo em confiar nas pessoas...

É...

Thursday, December 24, 2009

Na dúvida:

Pare, pense, se maturbe duas vezes e vá dormir.

Tirem os cds do Pink Floyd de perto de mim.

Monday, December 14, 2009


Amanhã vai ser diferente...
As coisas vão voltar a ser como eram...


"Mother, do you think they'll drop the bomb?
Mother, do you think they'll like this song?
Mother, do you think they'll try to break my balls?
Mother, should I build the wall?

...

Mother, will she break my heart?"


Thursday, January 08, 2009


Thursday, October 23, 2008


"Sem mais tralalalá"

Wednesday, September 24, 2008


Como é difícil escrever quando se está feliz...
É...


Wednesday, September 10, 2008

"E essa febre que não passa, e meu sorriso sem graça, não me dê atenção... mas obrigado por pensar em mim"

Friday, September 05, 2008



Um pouco mais de confiança.
A vida...
Essa música...
Essa coisa.
Essa coisa.